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sexta-feira, 4 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Esse protesto merece uma salva de palmas!
Mas, no lugar de tinta, spray e pincéis, eles tinham vassouras, água e detergente. A mensagem que parecia ter sido escrita na parede havia sido criada a partir da limpeza da fuligem acumulada.
— Essa é uma sujeira que a pessoa passa e se acostuma a ver. Só que ela não percebe que isso é sujeira, que esse preto é fuligem dos carros. Isso ajuda a mostrar que cada vez ela tá passando em um lugar mais poluído sem perceber e que piora a saúde da população inteira — explica Felipe Vincensi.
Depois de esclarecido o mal entendido, o grupo de estudantes foi liberado e continuou a limpeza, com autorização da Brigada Militar.
— Verificamos que não era pichação. Que eles estavam limpando a parede, escrevendo “Por uma Porto Alegre limpa”. Eles foram orientados e vão continuar com esse protesto de limpeza. Eles não estão fazendo um ato de vandalismo — afirmou o sargento Gilberto Luís Vaz.
A mensagem deve continuar na parede até que alguém decida limpá-la ou a fuligem volte a cobrir a escrita.
— A pichação suja a cidade e deixa ela feia. A gente queria mostrar de uma outra maneira que é possível passar uma mensagem para a população — justificou o estudante Eduardo Biermann.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Recordista suporta 1.501 piercings no corpo
Eu sou um daqueles caras que têm medo de injeção. Se você é da minha turma, deve repudiar uma picadinha de agulha. Então, imagine 1.501 agulhas! Esse foi o número de piercings que o norte-americano Ed Bruns permitiu que fossem colocados em seu corpo para bater o recorde mundial.
O aspirante a boneco de vodu superou a marca anterior em 304 piercings. Segundo o “Gillette News Record“, a façanha, obtida na cidade de Gillette, nos Estados Unidos, deverá ser incluída no Guinness - o Livro dos Recordes.
Ed conseguiu aguentar o procedimento no osso (ou melhor, na pele). Durante as quatro horas e 27 minutos de tortura picadas ele não gemeu nem reclamou de dor. Pelo contrário, conforme o torturador Robert Benson, que colocou as agulhas, se tivessem permitido o recordista teria até dormido enquanto era furado.
O caso me fez lembrar-me de outras passagens aqui do Mundo Insólito. Como a garota que mentiu ter adormecido na mesa de tatuagem e não ter percebido que eram desenhadas estrelas em seu rosto (releia aqui e aqui). Ou o bebum que dormiu e acordou com um pênis na perna (aqui).
As agulhas foram inseridas nos braços, pernas e costas do sujeito - e retiradas logo após o registro do feito. Se ficasse com elas, Ed poderia mudar o nome para Sonic (aquele do game de Mega Drive); ou ficar conhecido como homem porco-espinho.
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Famosa foto de Che Guevara completa 50 anos
Alberto Díaz é o autor de uma das imagens mais reproduzidas e comercializadas do século XX
Hoje se completam 50 anos do dia em que o fotógrafo cubano Alberto Díaz, conhecido como Korda, tirou a famosa fotografia em primeiro plano do argentino Che Guevara, com sua boina de guerrilheiro e o cabelo alvoroçado, uma das imagens mais reproduzidas, veneradas e comercializadas do século XX.
Em 5 de março de 1960, Che, decretado "cubano de nascimento" por seu companheiro de armas Fidel Castro, assistia com outros líderes da revolução recém-nascida ao funeral de quase cem vítimas do atentado que sofreu na véspera, no porto de Havana, o navio francês La Coubre, carregado de armas.
A imprensa cubana lembra hoje que aquele era um dia cinza e de inverno (a temperatura não passava de 20 graus) e que Korda não havia previsto a importância da imagem captada com sua câmara Leika, a qual, anos depois, percorreria o planeta em capas de livros, cartazes políticos, fachadas de edifícios e camisetas da moda.
O agora ex-presidente Fidel Castro lançou naquele dia pela primeira vez seu também famoso discurso revolucionário "Pátria ou Morte".
Próximo ao guerrilheiro argentino estavam os intelectuais franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, perseguidos por Korda, fotógrafo do periódico Revolución, com o rolo fotográfico a ponto de acabar e uma lente de 90 milímetros.
Segundo narrou Korda posteriormente, Guevara tinha um olhar tão intenso que o pasmou por alguns instantes, mas em seguida conseguiu tirar duas instantâneas, uma vertical e outra horizontal, antes que Che desaparecesse de novo após os personagens da primeira fila.
A foto "não foi concebida, foi intuída", comentou Korda, citado hoje pela imprensa havanesa. Ele explicou que depois, no laboratório de fotos, trabalhou para ressaltar o olhar de Che, recortando do lado esquerdo da tomada horizontal o perfil de outra pessoa e do direito uma palmeira tropical.
De início, a foto não foi apreciada e nem sequer acompanhou a reportagem que publicou Revolución no dia seguinte. Korda a ampliou e pendurou em seu estúdio, junto a um retrato do poeta chileno Pablo Neruda e imagens de familiares.
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