Pesquisar este blog

sexta-feira, 5 de março de 2010

Famosa foto de Che Guevara completa 50 anos

Alberto Díaz é o autor de uma das imagens mais reproduzidas e comercializadas do século XX

Hoje se completam 50 anos do dia em que o fotógrafo cubano Alberto Díaz, conhecido como Korda, tirou a famosa fotografia em primeiro plano do argentino Che Guevara, com sua boina de guerrilheiro e o cabelo alvoroçado, uma das imagens mais reproduzidas, veneradas e comercializadas do século XX.

Em 5 de março de 1960, Che, decretado "cubano de nascimento" por seu companheiro de armas Fidel Castro, assistia com outros líderes da revolução recém-nascida ao funeral de quase cem vítimas do atentado que sofreu na véspera, no porto de Havana, o navio francês La Coubre, carregado de armas.

A imprensa cubana lembra hoje que aquele era um dia cinza e de inverno (a temperatura não passava de 20 graus) e que Korda não havia previsto a importância da imagem captada com sua câmara Leika, a qual, anos depois, percorreria o planeta em capas de livros, cartazes políticos, fachadas de edifícios e camisetas da moda.

O agora ex-presidente Fidel Castro lançou naquele dia pela primeira vez seu também famoso discurso revolucionário "Pátria ou Morte".

Próximo ao guerrilheiro argentino estavam os intelectuais franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, perseguidos por Korda, fotógrafo do periódico Revolución, com o rolo fotográfico a ponto de acabar e uma lente de 90 milímetros.

Segundo narrou Korda posteriormente, Guevara tinha um olhar tão intenso que o pasmou por alguns instantes, mas em seguida conseguiu tirar duas instantâneas, uma vertical e outra horizontal, antes que Che desaparecesse de novo após os personagens da primeira fila.

A foto "não foi concebida, foi intuída", comentou Korda, citado hoje pela imprensa havanesa. Ele explicou que depois, no laboratório de fotos, trabalhou para ressaltar o olhar de Che, recortando do lado esquerdo da tomada horizontal o perfil de outra pessoa e do direito uma palmeira tropical.

De início, a foto não foi apreciada e nem sequer acompanhou a reportagem que publicou Revolución no dia seguinte. Korda a ampliou e pendurou em seu estúdio, junto a um retrato do poeta chileno Pablo Neruda e imagens de familiares.
 
 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Gambiarra








segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para especialista, animal que feriu surfista no Litoral Norte do RS pode ser um tubarão-martelo

Características da mordida indicariam que pode se tratar de um filhote de tubarão


Em entrevista por telefone, de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, o biólogo marinho Santiago Montealegre, especialista em tubarões da Fundação Universidade Rio Grande, disse que o animal que feriu um surfista no sábado, em Atlântida, no Litoral Norte do Estado, pode ser um tubarão-martelo.


O analista de sistemas Andrei Johann, de Porto Alegre, foi ferido no pé enquanto surfava na praia de Atlântida. Segundo Montealegre, pelas características do ataque e da mordida, Johann pode ter sido atacado por um tubarão-martelo, espécie que se reproduz nessa época no litoral gaúcho.

O surfista, de 29 anos, relatou o momento do ataque.

— Senti um "mordidão" no pé que anestesiou o meu pé. Me assustei e subi para a prancha. Me deitei e ergui os pés — contou.

Após sangrar bastante, Johann foi socorrido por surfistas e banhistas e levado para o hospital de Capão da Canoa onde levou mais de 20 pontos.
 
 
 
http://www.clicrbs.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Maconha: guerra inútil e de efeito social devastante, concluem especialistas da Oxford University Press.


No planeta, e por baixo, 190 milhões de pessoas fumam maconha com regularidade.


Para as Nações Unidas, segundo estabelecido em vetusta convenção de 1961, ainda em vigor, o consumo lúdico-recreativo da erva canábica e seus derivados precisa ser criminalizado.

O Brasil segue essa proibição à risca.

A nossa legislação, que é nova, apenas substituiu a pena de prisão (privação de liberdade) pela sanção restritiva de direitos como, por exemplo, a prestação de serviços à comunidade.

Em outras palavras: no Brasil, aquele surpreendido na posse de maconha para uso próprio é um criminoso, apesar de tratar-se de uma questão sócio-sanitária que deveria ser regulada administrativa e não criminalmente.

Hoje, e já disponível nas livrarias virtuais, foi lançado, na Inglaterra e EUA, o aguardado livro Cannabis policy: moving behond stalemate (Políticas sobre a cannabis: ultrapassar o impasse). Em breve sairá a versão em francês e italiano.

A obra reúne artigos de respeitados especialistas da Oxford University Press e um convidado da Universidade de Maryland.

Os textos explicam por que as prisões de usuários de maconha, na Grã-Bretanha, EUA e Suíça, não alcançaram efeito dissuasivo: a demanda só aumenta.

Para os especialistas, a guerra à maconha é inútil e economicamente cara. Em alguns casos, desenvolve-se com abuso de poder por parte das autoridades governativas, o que provoca efeitos sociais devastantes.

Para o professor Peter Reuter, docente de Ciências Políticas na Universidade de Maryland, “chegou o momento de governos do mundo todo reverem as políticas sobre a cannabis”.

Parêntese: este blog Sem Fronteiras não sabe informar se o professor Reuter é discípulo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) que, depois de dois mandatos e no curso do segundo do presidente Lula, evoluiu da posição criminalizante e punitiva do usuário com pena de prisão para uma linha progressista de legalização do consumo.

Apelidado ironicamente de Farol de Alexandria (uma das sete belezas do mundo antigo), por iluminar e conduzir para longe dos escólios os navegantes inábeis, FHC tenta voltar à ribalta, embora sem proposta sobre a regulamentação da liberação: nem ao menos informa se o monopólio do plantio e venda será do Estado. O apelido de Farol de Alexandria foi dado pelo jornalista Mino Carta, diretor de redação da revista CartaCapital.

A propósito de regulamentação de mercado, o professor Reuter explica: “Os governos deveriam desenvolver políticas responsáveis para administrar a oferta, em vez de deixar proliferar um enorme mercado informal. Aquilo que é preciso estabelecer é uma maneira mais segura pela qual as pessoas possam adquirir a substância. Não se pode deixar isso para o mercado informal, pois este oferece uma substância sempre mais potente”. Trata-se, esclarece Reuter, de uma questão central, ou seja, deve-se regulamentar com precisão o mercado de oferta da cannabis.

Como se percebe, os conhecidos argumentos de FHC são superficiais e surrados. Estão envoltos por esmalte sem brilho, de quinta, e têm a profundidade de um dedal de costureira de falange curta.

Sobre experiência de oferta regulamentada, registro que o governo do Canadá, há mais de cinco anos, cultiva e oferece, para finalidade médico-terapêutica, maconha a pacientes: o princípio ativo (THC) é controlado.

PANO RÁPIDO. A criminalização da posse da maconha para uso próprio representa uma grande fonte de renda, como já escrevi em longo artigo sobre a “Economia da Cannabis”. O Marrocos, por exemplo, depende economicamente da maconha.

Se alguém tiver dúvida sobre a economia movimentada pela erva canábica, aconselho dar uma passada numa dessas modernas bancas de jornal. Lá, o leitor encontra, para venda, caixinhas importadas de papel gomado e cortado.

Para que serviria tal papel gomado de exportação e em caixinhas de várias cores e marcas ?

Um “adolescente senil” (mais de 60 e menos de 70 anos de idade, nos meus cálculos) explicaria tratar-se de substituição da velha palha, muito usada na elaboração de cigarro de fumo de corda por tabagistas inveterados.



Wálter Fanganiello Maierovitch


http://www.terra.com.br/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O preconceito contra o funk e o rap, estilos que expõem o que a sociedade tenta esconder

RIO - Existe, em correntes ideológicas de esquerda, a máxima de que o "Capitalismo Selvagem" gera o preconceito e joga o homem contra o homem. Não discordo integralmente dessa máxima, eu acredito, sim, que o capitalismo é um sistema econômico selvagem, preconceituoso e, acima de tudo, ultrapassado, mas colocar o preconceito como uma exclusividade ou criação do capitalismo é um erro. Um grave erro.


Desde as sociedades mais antigas (e, consequentemente, pré-capitalistas) o preconceito caminhou entre nós. O ser humano sempre nutriu uma postura defensivo-ofensiva para com o diferente, o outro, algo que, infelizmente, em pleno século XXI, ainda não foi superado e, sinceramente, tenho dúvidas se algum dia o ser humano será capaz de superar este desvio.

" O funk e o rap incomodam, vieram de baixo e vieram para ficar, incomodam porque não nasceram de uma elite cultural "

O preconceito já se deu na esfera racial-étnica, na esfera econômico-social, na esfera da fé e, mesmo sem ter desaparecido nessas esferas, o vemos com muita força também na esfera cultural, uma esfera cheia de estigmas. O rock é o som do diabo, o axé é a música dos ignorantes, o pagode é a trilha sonora dos cornos e mal amados, sertanejo é música de caipira, assim como o forró é coisa de paraíba. O rap é coisa de bandido e o funk, obviamente, é coisa de drogado. Tantas são as máximas e todas com a mesma alteridade, podíamos ficar aqui escrevendo linhas e mais linhas só com taxações preconceituosas contra algum estilo musical. Todas tendo em comum o fato de reconhecer o outro estilo, mas não o reconhecendo como uma legítima manifestação cultural.

Eu poderia me ater à defesa de cada manifestação individualmente, mas o fato é que isso iria tornar este artigo muito longo, por isso irei me ater apenas a duas das mais atuais dessas manifestação (que são também, na atualidade, as maiores "vítimas" deste preconceito): o funk e o rap.

Se analisarmos o papel da música na história, principalmente na história do Brasil, vemos que, ao longo do século XX, a realidade brasileira foi cantada em diversos gêneros como forma de protesto e sobrevivência cultural. E se formos ainda mais a fundo, vemos que todos os estilos nascidos, ou que migraram para tal forma de expressão, sofreram o preconceito e/ ou repressão. O samba não era bem visto em seu nascimento, a ditadura militar reprimiu com violência (não apenas física) os que cantavam contra sua existência, a própria geração do rock 80 era mais associada com o preconceito em suas origens: Renato Russo era o viado, Cazuza, o drogado... em vez de valorizar os artistas, os adjetivos que os acompanhavam, em geral, eram depreciativos e preconceituosos.

Com o funk e o rap não poderia ser diferente. Um nasceu nos morros do Rio de Janeiro, o outro na periferia de São Paulo. Ambos surgiram expondo uma realidade social que a sociedade, de uma maneira geral, tenta não ver. Quem não lembra de versos como "eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci" ou ainda "era só mais um Silva que a estrela não brilha, ele era funkeiro mas era pai de família"? Gêneros musicais ligados a uma população de baixa renda, à desigualdade social, e que foram se moldando (e até se popularizando) com o tempo mas sem jamais deixarem de ser alvos dos mais variados tipos de preconceito.

O funk e o rap sofrem com a taxação de ser música de pobre, de bandido e afins mesmo tocando em bairros como Ipanema, Morumbi, Leblon. Essas taxações nada mais são do que demonstrações da mais pura e simples alteridade. Alguns se acham inteligentes demais para ouvir/ gostar de funk e rap, outros se acham cultos demais para tal, mas a realidade é que toda essa "superioridade" intelecto-cultural não passa de limitação intelecto-cultural e o mais puro preconceito. O caso do funk do Rio de Janeiro é ainda pior, pois se o rap é a música dos bandidos, o funk é ligado diretamente ao tráfico de drogas e tudo que a sociedade tenta esconder. Além de sofrer um preconceito sócio-criminal, o funk, recentemente, em uma de suas mudanças, atraiu para si mais um estereótipo: o da vulgaridade e das "péssimas" letras.

Ora, em primeiro lugar, nem todo funk é vulgar, ainda existem funks que não falam de sexo e violência, ainda que estes sejam a maioria. Em segundo lugar, não é o funk que vulgariza a sociedade, mas sim a sociedade que se vulgarizou e contagiou o funk. A televisão está cada vez mais apelativa, com pouca roupa, muitos seios, sexo e violência no horário nobre. Nossas crianças assistem a uma infinidade de animações japonesas com personagens com suas saias curtas, roupas decotadas, carregadas de apelo erótico e mensagens subliminares. A sociedade se vulgarizou e a música reflete a sociedade da qual ela é oriunda.

Em terceiro lugar, se for para se pautar pela qualidade da letra, o heavy metal, com suas músicas de "o mal está vindo", "satanás voltou", estaria morto e enterrado. A maioria das músicas internacionais, em um país onde a minoria consegue estudar um idioma adicional, nem tocaria nas rádios e baladas. Aliás, quem é que sabe o significado de todas (eu disse todas!) as músicas que ouve de bom grado? Quem é que para de dançar na balada para compreender ou porque compreende e se repudia com a letra de uma música internacional? Ninguém, caros amigos, ninguém...

O rap e o funk são legítimas manifestações culturais, nascidas dos morros e periferias que se disseminaram por toda a sociedade. O funk, em especial, é um ritmo contagiante, dançante e alegre (quem é que chora ouvindo um funk?). Os dois gêneros incomodam, vieram de baixo e vieram para ficar, incomodam porque não nasceram de uma elite cultural, incomodam porque, como diz um funk não muito antigo que em sua letra combate o preconceito contra o gênero, "é som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado", tá ligado?

 
 
http://www.globo.com/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Raio X mostra controle remoto entalado no ânus de chinês



Um exame de raio X revelou o motivo das dores do chinês Huang Chen, de 19 anos, depois de uma noite de bebedeira. Na imagem, aparece um controle remoto – com as pilhas bem evidentes – que ficou entalado no ânus do jovem.


Segundo o jornal ”Metro”, a polícia acredita que foi parte de uma brincadeira de mau gosto feita pelos colegas de flat quando Chen desabou depois beber muito em uma festa em Changsha, no sul da China.

“Nós não sabíamos o que era, no começo. Havia um pouco de sangue, mas ele não disse nada sobre um controle remoto. Não conseguíamos acreditar quando vimos o raio X”, disse o Dr. Wei Lung Zhi, do Hunan Hangtian Hospital.


“Ele vai ficar bem, mas o controle já era”, disse o médico.

-Fica a dica pra galera que gosta de beber alem da conta, se lemprem sempre disso "CÚ DE BEBADO NÃO TEM DONO"